JBS se Torna a Primeira Empresa Brasileira de Proteína na Bolsa de Nova York

Publicado em 13/06/2025 · Categoria: Negócios

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“A entrada na NYSE é um reconhecimento da nossa trajetória empreendedora, construída com resiliência, solidez financeira e visão de futuro”, disse Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS,  em nota, na manhã desta sexta-feira (13), dia em que a companhia estreia na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e poucos minutos antes da sua abertura.

A JBS se torna a primeira empresa brasileira de proteína a ser listada na NYSE. Segundo Tomazoni, estar na principal bolsa do mundo aproxima a JBS dos grandes centros globais de investimento e fortalece a capacidade de execução da estratégia corporativa. A estratégia tem por objetivo reduzir o custo de capital e consolidá-la como uma “global food company”. No setor do agro há duas outras empresas listadas em Nova York: a Cosan, que produz bioenergia e açúcar, e a Brasil Agro, que atua na produção de soja, milho, cana e pecuária, além da compra de terras.

As ações passam a ser negociadas sob o código JBS, em dupla listagem dupla, no mercado americano e na B3, onde seus BDRs (Brazilian Depositary Receipts) começaram a ser negociados na última segunda-feira (9), sob o código JBSS32.  A dupla listagem foi planejada para adequar a estrutura de capital ao perfil global da empresa, diversificar a base de investidores e manter a disciplina financeira.

Para Guilherme Cavalcanti, CFO da JBS, a NYSE representa um passo fundamental para otimizar a estrutura e ampliar a competitividade global da companhia. “Temos uma gestão financeira sólida e um plano claro para continuar crescendo com sustentabilidade e rentabilidade”, diz ele.

Com a negociação dos BDRs na B3, os investidores brasileiros mantêm a possibilidade de acompanhar e participar da evolução da empresa. Para cada duas ações ordinárias da JBS S.A., os acionistas receberam um BDR, correspondente a uma ação Class A da JBS N.V., a holding com sede nos Países Baixos. No caso dos detentores de ADRs, a conversão foi feita na proporção de 1:1.

“Somos uma plataforma global de alimentos com forte presença em proteínas e geografias. Temos marcas fortes, produtos de alto valor agregado e, principalmente, uma cultura organizacional sólida, construída com dedicação e excelência pelos nossos colaboradores”, diz Tomazoni.

A sede da empresa permanece no Brasil, com cerca de 250 unidades produtivas em 17 países e produtos que chegam 180 mercados e uma força de trabalho global da ordem de 280 mil pessoas.

A história da JBS até aqui?

A JBS S.A. começou de forma modesta no interior de Goiás e se transformou em um dos mais emblemáticos casos de expansão corporativa global do Brasil. Confira a trajetória da companhia:

Da origem aos primeiros anos (1953–1980)

  • Em 1953, José Batista Sobrinho, conhecido como “Zé Mineiro”, funda o açougue Casa de Carnes Mineira em Anápolis (GO)
  • A empresa era um pequeno negócio familiar voltado ao abate e comércio local de carne bovina.

Crescimento no Brasil e início da expansão (1980–2005)

  • Nas décadas de 1980 e 1990, a Friboi inicia a compra de frigoríficos regionais e expande suas operações em Goiás, Mato Grosso e São Paulo.
  • A empresa adota o nome Friboi como marca comercial e começa a se posicionar como um grupo nacional.
  • Em 2005, com o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a JBS começa um ciclo agressivo de aquisições e internacionalização.

Internacionalização e aquisições bilionárias (2007–2015)

  • Em 2007, a JBS se torna a primeira empresa de alimentos brasileira a abrir capital na B3, e compra a norte-americana Swift Foods por US$ 1,5 bilhão. Foi o seu primeiro grande passo internacional.
  • Entre 2008 e 2010 ela compra outras empresas nos EUA e na Austrália, incluindo a Smithfield Beef e a Pilgrim’s Pride, que se tornaria uma subsidiária listada em bolsa nos EUA.
  • 2010, a JBS assume o controle da Bertin, outra gigante da carne brasileira, e se consolida como a maior processadora de carne bovina do mundo.
  • Torna-se também uma grande força em carne suína, aves, couro e alimentos processados.

Diversificação e consolidação global (2015–2020)

  • A JBS diversifica seu portfólio com marcas fortes como Seara, Friboi, Swift, Moy Park (Reino Unido) e Primo (Austrália).
  • Passa a operar em mais de 17 países, com cerca de 250 unidades de produção e distribuição.
  • Atua fortemente nos mercados dos EUA, Canadá, México, Austrália e Europa.

Recuperação, reestruturação e foco em governança (2018–2024)

  • A JBS passa por uma ampla reestruturação de compliance e governança, depois de envolvimentos políticos, com foco na profissionalização da gestão.
  • Investe fortemente em rastreabilidade, sustentabilidade e automação industrial.
  • Expande seus negócios em proteínas alternativas e adquire startups e empresas de alimentos processados.
  • Em 2020 e 2021, a JBS lidera os resultados globais no setor de carnes, mesmo durante a pandemia de Covid-19.

Novo ciclo com listagem internacional (2024–2025)

  • Em 2024, a empresa anuncia reestruturação societária para criar a holding JBS N.V., sediada na Holanda, e buscar listagem na Bolsa de Nova York (NYSE).
  • Em 2025, a Após aprovação da CVM, SEC e acionistas, inicia a migração para dupla listagem: ações na NYSE e BDRs no Brasil.

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