Em Fotos: o Primeiro Eclipse Solar Total “Artificial” Criado no Espaço

Publicado em 21/06/2025 · Categoria: Negócios

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A Agência Espacial Europeia (ESA) publicou as primeiras imagens de um eclipse solar artificial criado em órbita. As imagens pioneiras são da missão Proba-3, que conta com dois satélites voando em formação com precisão milimétrica, permitindo que os cientistas estudem a coroa solar sem precisar esperar pelos raros eclipses naturais.

Lançada em 5 de dezembro de 2024, a partir da Índia, a Proba-3 é uma missão de dois anos, durante os quais um eclipse solar total será criado por seis horas em cada órbita de 19,6 horas. “Nossas imagens do ‘eclipse artificial’ são comparáveis às obtidas durante um eclipse natural”, disse Andrei Zhukov, investigador principal do ASPIICS no Observatório Real da Bélgica.

Reprodução de como os satélites se posicionam

Reprodução/ESA

Reprodução de como os satélites se posicionam

“A diferença é que podemos criar nosso eclipse a cada órbita de 19,6 horas, enquanto os eclipses solares totais só ocorrem naturalmente cerca de uma vez, muito raramente duas vezes ao ano. Além disso, os eclipses totais naturais duram apenas alguns minutos, enquanto a Proba-3 pode manter seu eclipse artificial por até 6 horas.”

Um dos satélites, o Occulter, atua como uma lua artificial, bloqueando a luz do Sol com um disco de 1,4 metro de diâmetro. Ele voa exatamente 150 metros à frente do satélite Coronagraph, cobrindo o disco brilhante do Sol e projetando uma sombra de 8 cm sobre seu sensor de imagens — imitando como um eclipse solar total acontece na Terra.

Esse feito de engenharia é essencial para capturar imagens da coroa solar — a atmosfera externa do Sol. Ela atinge temperaturas maiores que dois milhões de graus Fahrenheit, o que é significativamente mais quente do que a superfície do Sol.

Eclipse solar total artificial

Compreender essa camada enigmática é fundamental para os físicos solares, pois é de lá que se originam o vento solar e o clima espacial, que podem impactar os sistemas de comunicação e energia da Terra.

Os satélites da Proba-3 seguem uma órbita altamente elíptica de 19,6 horas, variando de 600 km de altitude no perigeu a 60.000 km no apogeu, momento em que estão mais afastados da força gravitacional da Terra e do arrasto atmosférico, o que permite que voem de forma autônoma de acordo com a formação programada pelos cientistas, criando condições semelhantes a um eclipse por seis horas.

As imagens que você vê aqui foram criadas a partir de três exposições e foram processadas pelo Centro de Operações Científicas do ASPIICS, no Observatório Real da Bélgica. “Cada imagem completa — cobrindo a área desde o Sol ocultado até a borda do campo de visão — é, na verdade, construída a partir de três imagens”, disse Zhukov. “A diferença entre elas é apenas o tempo de exposição, que determina por quanto tempo a abertura do coronógrafo fica exposta à luz. A combinação das três imagens nos dá a visão completa da coroa.”

A ESA adota uma política de dados abertos, com todos os dados e imagens não calibrados disponíveis online para cientistas e entusiastas de eclipses. A missão da Proba-3 terá duração de dois anos, período em que cerca de 1.000 horas de imagens da coroa solar serão reunidas. Quando o propelente acabar, a missão será desorbitada e queimará na atmosfera da Terra.

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