Mercado Financeiro Mais Desenvolvido Aumenta Chances de Novos Milionários no Brasil, Aponta UBS

Publicado em 24/06/2025 · Categoria: Negócios

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Mesmo com um cenário macroeconômico de tensões e incertezas, as perspectivas para o crescimento da riqueza global seguem em alta. Após uma queda temporária de 3% na fortuna mundial em 2022 — causada principalmente pela depreciação simultânea de ações e títulos nos principais mercados e pela valorização do dólar americano — o ano de 2023 e 2024 marcaram uma forte recuperação.

Essa volta por cima, que se sustenta tanto em dólares americanos quanto em moedas locais, não apenas compensou a perda do ano anterior, mas também reafirmou a tendência de longo prazo de aumento da riqueza em todo o mundo.

Na prática, a fortuna global tem crescido em ritmo constante desde os anos 2000, a uma taxa anual de 3,4%. A proporção de pessoas com o menor patrimônio — menos de US$ 10 mil — caiu quase pela metade desde o ano 2000, enquanto a métrica em todas as outras faixas patrimoniais continua a aumentar, e essa tendência deve persistir nos próximos cinco anos.

A América do Norte é a que mais contribui para o enriquecimento global, com 40% de todos os milionários em dólar do mundo. Mas outras nações também estão redesenhando o mapa da elite econômica global.
Na América Latina, é o Brasil que assume uma posição de destaque. O país é líder em número de milionários na região, com 433 mil pessoas possuindo fortunas superiores a US$ 1 milhão (R$ 5,51 milhões).

O Brasil também possui uma das projeções mais otimistas no ranking de “milionários em dólares”. Globalmente, o país ocupa a 19ª posição na classificação, liderado pelos Estados Unidos, que contam com 23,8 milhões de milionários. A China vem em segundo lugar, com 6,3 milhões, seguida por França (2,8 milhões), Japão (2,7 milhões) e Alemanha (2,6 milhões).

Crescimento com desafios

Segundo o UBS, a participação das economias emergentes na riqueza global deverá ultrapassar 30% em 2024 e se aproximar de 32% até 2028. O Brasil se destaca. O patrimônio médio por adulto no país registrou um crescimento de mais de 375% desde a crise financeira de 2008, quando medido em moeda local. Esse percentual superou o do México (150%) e da China (366%) no mesmo período. Em dólares americanos, a taxa de crescimento anual desacelerou de 15% (entre 2000 e 2010) para 3% entre (2010 e 2023).

Além disso, o Brasil possui a terceira maior taxa de desigualdade na distribuição da riqueza entre os 56 mercados analisados, ficando atrás apenas da Rússia e da África do Sul. Seu coeficiente de Gini — número entre 0 e 1 que mede o grau de desigualdade na distribuição de renda ou riqueza em uma população — aumentou de 70 em 2008 para 81 em 2023, indicando uma alta de 16,8%.

Apesar dos aspectos negativos, as projeções futuras permanecem otimistas. Em 2023, o país estava com pouco mais de 380 mil milionários. Para 2028, a expectativa é que o Brasil supere os 463 mil milionários, com um crescimento projetado em 22%. A alta concentração de riqueza que o país possui e a crescente valorização de ativos, como imóveis, são algumas das razões que impulsionam o patrimônio dos mais ricos.

Outras nações, como México e Chile, devem ter um aumento de 24% e 17%, respectivamente. Os principais fatores apontados que contribuíram para essa expansão foram a estabilidade do dólar americano e a boa performance dos mercados financeiros locais.

Olhando para o futuro

Apesar da fortuna por adulto continuar a crescer em quase todas as faixas econômicas nos próximos anos, as projeções para o segmento de alta renda são as mais favoráveis. Até 2028, o número de adultos com patrimônio superior a US$ 1 milhão (R$ 5,51 milhões) deverá crescer em 52 dos 56 mercados analisados.

A previsão é que os EUA atinjam mais de 25,4 milhões de milionários até 2028 — aumento de 16% — , enquanto a China verá um crescimento de 8%. Já nações como Taiwan e Turquia se destacam com projeções ainda mais acentuadas, com expansão de 47% e 43% respectivamente; Japão e Coreia do Sul que estão previstos para um aumento de mais de 25%.

O crescimento também é atribuído ao desempenho positivo dos mercados financeiros, e, no caso de Taiwan, à imigração de estrangeiros ricos. O setor de microchip, forte no país e essencial para o desenvolvimento de inteligência artificial, também é favorável ao país.

Segundo o UBS, a mobilidade da riqueza deverá aumentar até 2030. A chance de sair da faixa mais baixa cresce para mais de 60%, e há uma chance em três de subir duas ou mais classes. Para aqueles na categoria intermediária, a chance de ascensão é de quase 40%. Isso porque o crescimento global está aumentando. Um dos motivos citados pelo banco suíço é um maior cuidado com o planejamento patrimonial com foco na sucessão financeira e a expansão da transferência de fortuna intergeracional estão se expandindo.

Para as transferências financeiras, a estimativa é que, nos próximos 20 a 25 anos, mais de US$ 83 trilhões (R$ 457,30 trilhões) sejam movimentados globalmente. Desse montante, US$ 74 trilhões (R$ 407,71 trilhões) corresponderão a transferências verticais (entre diferentes gerações), enquanto US$ 9 trilhões (R$ 49,59 trilhões) serão transferências horizontais (entre pessoas da mesma geração).

O topo da pirâmide

No patamar mais elevado da pirâmide da riqueza global, apenas 14 indivíduos detêm, coletivamente, US$ 2 trilhões (R$ 11,02 trilhões). Em seguida, um grupo de 12 pessoas possui entre US$ 50 bilhões (R$ 275,48 bilhões) e US$ 100 bilhões (R$ 550,96 bilhões). O segmento logo abaixo, que abrange fortunas de US$ 1 bilhão (R$ 5,51 bilhões) a US$ 50 bilhões (R$ 275,48 bilhões), é mais populoso, com mais de 2.600 indivíduos.

De acordo com o estudo, a maioria dos empreendedores que se tornaram bilionários entre 2022 e 2023 o fizeram por meio do crescimento orgânico de seus negócios, e não por eventos específicos como IPOs (Initial Public Offering ou Oferta Pública Inicial).

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