Pré-mercado: Alívio no Oriente Médio e Foco nas Declarações de Powell
Publicado em 25/06/2025 · Categoria: Negócios
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Cenários
O mercado resolveu comprar a ideia de que há uma trégua no Oriente Médio e que tanto Israel quanto Irã interromperam, pelo menos por enquanto, os ataques mútuos. No entanto, apesar de a importância desse problema ter diminuído, várias outras questões estão no radar dos investidores.
Na terça-feira (24) houve declarações dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. Por aqui, foi divulgada a ata da 271ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 17 e 18 de junho.
Foi um texto duro, que realçou o aumento dos riscos da inflação e o impacto da guerra comercial entre os Estados Unidos e o resto do mundo, além do crônico desequilíbrio fiscal brasileiro. A Ata manteve um componente de incerteza. “Ainda é cedo para concluir qual será a magnitude do impacto sobre a economia doméstica, que, por um lado, parece menos afetada pelas recentes tarifas do que outros países, mas, por outro lado, é impactada por um cenário global adverso”, informa o texto.
No entanto, os investidores preferiram olhar para a metade cheia do copo e concentrar sua atenção na indicação de que a Selic provavelmente vai parar de subir (apesar de o texto também indicar que os juros vão levar tempo para descer). Segundo a Ata o movimento de alta de juros “foi particularmente rápido e bastante firme, (…) [e que] grande parte dos impactos da taxa mais contracionista ainda está por vir. Em função disso, o Comitê comunicou que antecipa uma interrupção no ciclo de elevação de juros para avaliar os impactos acumulados ainda a serem observados da política monetária”.
Nos Estados Unidos, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED), o banco central americano, realizou a primeira de suas duas apresentações semestrais perante o Congresso americano. Na terça-feira (24) Powell falou para o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira ele fará nova apresentação perante o Comitê de Supervisão Bancária do Senado.
Powell manteve-se fiel ao discurso dos últimos meses. Reforçou a obrigação do FED de manter a inflação sob controle e afirmou que o efeito das tarifas sobre a economia americana ainda vai depender de seu nível definitivo.
Ele repetiu que o FED está “bem posicionado para observar e ter mais clareza da trajetória provável da economia antes de considerar fazer ajustes na política monetária”. E também disse que vem dizendo há meses: que o FED vai esperar os dados econòmicos do verão americano (que ocorre nos meses de julho e agosto) para ver se as tarifas vão ou não pressionar a inflação. “Estamos tentando ser o mais cuidadosos possível”, disse ele. “Estamos convencidos de que é o melhor a fazer para servir o povo.”
Como não poderia deixar de ser, os deputados questionaram Powell sobre os ataques de Donald Trump à política monetária, que têm sido cada vez mais pessoais e direcionados a Powell. Ele afirmou que as declarações presidenciais não estão influenciando as decisões do FED. “Não tem havido nenhum impacto”, disse ele. “Estamos fazendo nosso trabalho.”
Perspectivas
A quarta-feira se inicia com um clima menos anuviado no mercado, com os contratos futuros dos índices americanos indicando altas modestas no pré-mercado.
Indicadores
- Brasil
Déficit em transações correntes (Mai)
Observado: – US$ 2,93 bilhões
Esperado: – US$ 2,80 bilhões
Anterior: – US$ 1,35 bilhão
Investimento estrangeiro direto (Mai)
Observado: + US$ 3,66 bilhões
Esperado: + US$ 4,50 bilhões
Anterior: + US$ 5,49 bilhões
- Estados Unidos
Depoimento de Jerome Powell no Senado
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