Moagem de Cana do Centro-Sul Cai Mais do Que o Esperado

Publicado em 30/06/2025 · Categoria: Negócios

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A moagem de cana-de-açúcar e a produção de açúcar do centro-sul do Brasil caíram mais do que as expectativas na primeira quinzena de junho, de acordo com dados publicados nesta segunda-feira pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

A produção de açúcar somou 2,45 milhões de toneladas no período, redução de 22,1% na comparação anual. Já a moagem atingiu 38,78 milhões de toneladas, recuo de 21,49%, de acordo com a entidade que representa as usinas da região.

Segundo uma pesquisa da S&P Global Commodity Insights com 21 analistas, a moagem havia sido estimada em 39,87 milhões de toneladas, enquanto a produção havia sido prevista em 2,52 milhões de toneladas.

“A moagem registrou um recuo nos últimos quinze dias, impactada por condições climáticas desfavoráveis à colheita. As chuvas, concentradas principalmente nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e nas regiões de Araçatuba e Assis em São Paulo, prejudicaram o ritmo do trabalho no campo, fazendo com que o volume processado ficasse abaixo da média das últimas safras”, disse o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, em nota.

Apesar dos dados negativos, os preços futuros do açúcar bruto operavam queda nesta segunda-feira, nos menores patamares em quatro anos na ICE, com traders realizando vendas para evitar entregas antes do vencimento do primeiro contrato.

O setor produtivo da principal região produtora de açúcar do mundo já opera com praticamente 95% das unidades ativas, relatou a Unica, após mais quatro usinas iniciarem a safra 2025/26 na primeira quinzena do mês.

Do total processado, 51,54% da cana foi direcionada para a produção de açúcar, ante 49,68% no mesmo período do ano passado, versus uma estimativa de 51,63%.

Mas na segunda parte de maio o setor havia direcionado mais cana para a produção do adoçante, a 51,85%. Além disso, as condições foram mais favoráveis para a moagem na quinzena anterior, que cresceu quase 9% na comparação anual.

A produção de etanol, realizada com a parcela restante de cana e também tendo o milho como matéria-prima, somou ao todo 1,775 bilhão de litros, queda de 21,66% na comparação anual.

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de junho, 20,11% teve origem no milho, segundo a Unica.

Além da queda da moagem, o setor tem lidado com uma qualidade inferior da cana, após um tempo seco no ano passado, durante o desenvolvimento dos canaviais.

O nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de junho atingiu 128,66 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, queda de 4,37% no comparativo anual.

No acumulado da safra, o indicador marca 119,60 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,54%.

Vendas

Na primeira quinzena de junho, as vendas de etanol totalizaram 1,26 bilhão de litros, redução de 13,92% em relação ao mesmo período da safra 2024/2025, com queda tanto para anidro (misturado à gasolina) quanto para o hidratado, usado pelos carros flex.

O volume comercializado de etanol anidro caiu 10,18% para 460,01 milhões de litros, enquanto o etanol hidratado registrou venda de 803,95 milhões de litros, baixa de 15,93%.

A Unica ainda destacou decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a publicação da lista de sanção identificando as distribuidoras de combustíveis inadimplentes no âmbito do RenovaBio.

A partir da divulgação dessa lista, fica vedada aos produtores a comercialização de combustíveis com as distribuidoras nela incluídas, até que estas regularizem sua situação nas compras dos Créditos de Descarbonização (CBios), que são emitidos pelos produtores de biocombustíveis.

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