Pré-mercado: o Dólar Seguirá Caindo no Segundo Semestre?

Publicado em 01/07/2025 · Categoria: Negócios

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Cenários

O segundo semestre do ano começa com um cenário de indefinição e incerteza no mercado. O desempenho dos principais ativos financeiros nos seis primeiros meses de 2025 foi inesperado. Apesar do risco fiscal e da inflação persistentemente acima das metas, o Brasil continuou atraindo investimentos internacionais. O dólar recuou 12,07 por cento, encerrando o semestre a 5,485 reais. E o Ibovespa subiu 15,4%. Isso ocorreu apesar de Executivo e Legislativo não se entenderem em quase nenhum ponto, o que aumenta o risco de desequilíbrio das contas públicas e de persistência da inflação. E também ocorreu apesar da deterioração do cenário internacional, com conflitos no Oriente Médio e com a guerra na Ucrânia não dando sinais de que vai se encerrar.

Como explicar isso? A taxa de câmbio brasileira seguiu o que ocorreu nos demais países. No mercado internacional, o dólar americano teve a maior depreciação em cinco décadas no primeiro semestre deste ano. O índice DXY, que mede o dólar frente a 6 moedas como euro e iene, despencou de um pico de 110 para a casa dos 97 pontos, baixa de 11,8% e seu pior desempenho para o período desde 1973. E apesar de o governo de Donald Trump ter deflagrado uma guerra de tarifas com o resto do mundo, os mercados acionários americanos vêm registrando recordes sucessivos – inclusive no último pregão do primeiro semestre.

Perspectivas

O que esperar para a segunda metade de 2025? Não há um “lugar certo” para o dólar. A cotação de hoje reflete as expectativas dos investidores para o fluxo de dólares nos próximos dias, e essas expectativas dependem da percepção dos profissionais do mercado para o risco oferecido pelo País aos investidores internacionais.

O cenário não é previsível. Tensões globais, especialmente nos EUA, e incerteza fiscal local podem pressionar o real. Contudo, se a Selic permanecer elevada, isso garantirá fluxo de capital externo para ativos de risco, o que pode fortalecer o real no curto prazo.

No caso do Ibovespa, os analistas recomendam cautela no curto prazo, alertando para correções técnicas após alta expressiva. O BTG aponta cenários com queda de até 28 % se o risco fiscal se agravar.

Indicadores

  • Brasil

Sem indicadores relevantes

  • Estados Unidos

Oferta de empregos JOLTs (Mai)

Esperado: 7,320 milhões

Anterior: 7,391 milhões

PMI Industrial ISM (Jun)

Esperado: 48,8

Anterior: 48,5

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