Esforço Fiscal Marca Maior Plano Safra da História, Diz o Ministro Carlos Fávaro

Publicado em 01/07/2025 · Categoria: Negócios

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Na manhã desta terça-feira (1º), em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou os detalhes do Plano Safra Empresarial 2025/2026. Com R$ 516,2 bilhões em crédito rural, um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação ao ciclo anterior, o plano foi definido pelo ministro como um “golaço” diante do cenário de juros elevados e restrições orçamentárias. “Mesmo com a Selic a 15%, conseguimos manter as taxas de juros praticamente estáveis, com aumento médio de 1,5 a 2 pontos percentuais”, afirmou Fávaro.

O novo pacote prioriza as linhas de custeio e comercialização, que passaram de R$ 401,3 bilhões no ciclo anterior para R$ 414,7 bilhões. Já os recursos para investimento somaram R$ 105 bilhões. Segundo Fávaro, a medida atende a uma demanda direta de entidades do setor produtivo. “O Plano Safra é a força que impulsiona o Brasil a crescer. Estimula a produção, gera emprego, movimenta a indústria e combate a inflação”, disse.

Inovações no crédito e fortalecimento do PRONAMP

Entre as novidades anunciadas, o ministro destacou a ampliação do limite de renda para médios produtores do PRONAMP de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões anuais; a integração dos programas Inovagro e Moderagro para fomentar inovação e competitividade no campo; e elevação da capacidade de armazenamento incentivada pelo PCA (Programa de Construção de Armazéns), que agora permitirá obras para até 12 mil toneladas por propriedade.

Fávaro também destacou o papel do FUNCAFÉ, que terá R$ 7,2 bilhões em crédito, e a inclusão de pequenos produtores no acesso direto a essa linha, inclusive os vinculados ao PRONAF e PRONAMP.

Sustentabilidade e recuperação de solos

Mantendo o foco nas boas práticas e na regeneração de áreas degradadas, o governo renovou o compromisso de destinar R$ 7 bilhões com as menores taxas de juros para recuperação de até 40 milhões de hectares. O Agroinvest, programa financiado com capital internacional, também terá papel relevante, com R$ 12 bilhões (US$ 1,5 bilhão) já disponíveis.

O ministro também anunciou que os produtores que adotarem práticas sustentáveis, como o uso de bioinsumos e conservação de solo, poderão receber novos estímulos financeiros, além do tradicional desconto de 0,5% na taxa de juros para quem tem o CAR validado. A Embrapa será parceira no atestado dessas boas práticas.

Fávaro destacou também os avanços sanitários do Brasil, destacando a conquista do status de país livre da febre aftosa sem vacinação e a contenção rápida de um único caso de gripe aviária no país. “Enquanto os Estados Unidos já abateram 170 milhões de aves por causa da gripe aviária, o Brasil eliminou um foco com 17 mil animais, e 28 dias depois voltou ao status livre da doença”, disse.

No final de sua fala, o ministro reconheceu publicamente a contribuição de seus antecessores à frente do Ministério da Agricultura. “Quando assumi esse ministério, com o convite do presidente Lula, fiz um reconhecimento público: eu seria mais um a bater recordes, mais um a estimular a agropecuária brasileira, mais um a trabalhar em parceria com o setor.”

Fávaro citou nominalmente figuras históricas e contemporâneas da pasta, como Alisson Paulinelli, referência no processo de modernização do agro nos anos 1970; Roberto Rodrigues, defensor da integração internacional e do cooperativismo; Alysson Guedes Pinto, Blairo Maggi, Neri Geller, Kátia Abreu e Tereza Cristina, entre outros. “Temos que torcer para o Brasil dar certo. O agro responde e o país se consolida como o maior produtor de alimentos do mundo”, afirmou.

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