Julho Verde: Nova Estratégia Reduz Risco de Recidiva no Câncer de Cabeça e Pescoço após Cirurgia
Publicado em 03/07/2025 · Categoria: Negócios
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Pela primeira vez em décadas, um estudo clínico trouxe evidências concretas de uma alternativa capaz de reduzir o risco de recidiva nos tumores de cabeça e pescoço em pacientes com alto risco de retorno da doença após cirurgia. O dado foi apresentado durante a sessão plenária do Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO 2025), realizada no início de junho, nos Estados Unidos.
O tema ganha ainda mais relevância no contexto do Julho Verde, mês dedicado à conscientização e prevenção dos cânceres de cabeça e pescoço, que incluem tumores na cavidade oral, faringe e laringe. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 40 mil novos casos por ano. A maior parte dos diagnósticos envolve homens acima dos 50 anos, com fatores de risco associados ao tabagismo, consumo excessivo de álcool e infecção pelo vírus HPV.
Um levantamento recente do próprio INCA, que avaliou mais de 145 mil casos diagnosticados entre 2000 e 2017, mostrou que aproximadamente 80% desses tumores no Brasil são detectados em estágio avançado, o que prejudica as chances de cura e limita as opções terapêuticas.
Estudo apresenta redução de 24% no risco de recidiva
O estudo apresentado na ASCO foi conduzido por um grupo francês e envolveu 680 pacientes com câncer de língua, laringe ou orofaringe, todos previamente submetidos à cirurgia seguida de radioterapia e quimioterapia adjuvantes, padrão de tratamento para reduzir o risco de retorno da doença.
A novidade foi a adição de um imunoterápico ao tratamento preventivo nos pacientes considerados de alto risco para recidiva, especialmente aqueles com uma alteração molecular conhecida como expressão de PDL1. A imunoterapia tem como mecanismo de ação o estímulo ao sistema imunológico do próprio paciente para que reconheça e combata eventuais células tumorais residuais.
Os resultados indicaram uma redução de 24% no risco de o câncer voltar ou de progressão para óbito nos pacientes que receberam a combinação de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, em comparação com aqueles que seguiram apenas o tratamento convencional. Os achados oferecem uma nova perspectiva para um grupo de pacientes historicamente com prognóstico limitado.
No contexto do Julho Verde, a divulgação de novas estratégias terapêuticas reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do contínuo avanço da pesquisa clínica como ferramentas fundamentais para melhorar os resultados no tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.
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