Agtechs na Argentina Querem Crescer na Região, entre Elas a Agrofy; o Mercado É de US$ 180 Bi

Publicado em 02/07/2025 · Categoria: Negócios

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Segundo a Associação Latino-Americana de Capital de Risco (LAVCA), 2024 foi um ano recorde para o investimento privado em ativos reais na América Latina, alcançando US$ 15,4 bilhões (R$ 84,1 na cotação atual). Energia, infraestrutura e recursos naturais lideraram a tendência. A agricultura, eixo fundamental da economia argentina e contribuinte-chave para o PIB regional e o emprego, está no centro dessa tendência. A tecnologia, especialmente aquela levada pela agtechs, está se tornando uma força motriz que transforma o setor.

Uma das áreas mais promissoras dentro do setor de agtech (tecnologias para o agro) é a inteligência artificial. De análises preditivas a assistentes virtuais, a IA oferece soluções práticas para problemas persistentes do agro, como acesso limitado ao mercado, lacunas de financiamento e processos de aquisição ineficientes. Seu uso pode acelerar a adoção de práticas modernas e melhorar a tomada de decisões para produtores que operam com recursos limitados.

A Agrofy, por exemplo, uma plataforma de agtech na Argentina, é um dos exemplos na região que demonstram esse potencial. A empresa conecta compradores e vendedores de insumos agrícolas, facilita o financiamento e recentemente lançou Clemen Salvattuto, um assistente baseado em IA disponível no WhatsApp. Clemen ajuda os produtores a navegar por mais de 60 mil produtos disponíveis na plataforma da Agrofy, oferecendo suporte conversacional e recomendações personalizadas.

Com sede em Rosario, na província de Santa Fé, a agtech é chamada de “o Amazon do agro”, conectando cerca de 10 mil fornecedores de produtos. No Brasil, ela está desde 2019 com uma plataforma robusta  de máquinas e insumos, e mais soluções financeiras.

“Clemen mostra como a Agrofy adota uma abordagem pragmática para a inovação, encontrando os produtores onde eles já estão, nas ferramentas que usam habitualmente”, diz Will Poole, sócio-gerente da Capria Ventures. “Não se trata de uma inteligência artificial chamativa, mas sim de simplificar o processo de compra, gerar confiança e impulsionar gradualmente os produtores para a interação digital. Ao mesmo tempo, Clemen também está impulsionando o crescimento das receitas da Agrofy ao ajudar a qualificar e priorizar clientes potenciais no topo do funil de vendas e acelerar o fechamento de negócios.”

Outros sinais de atividade incluem a aquisição da Life Agro no Brasil pela H.I.G. Capital, movimento que evidencia o crescente interesse do capital privado em modelos agroindustriais escaláveis. A Life Agro, embora mais focada em produção e exportação, também utiliza dados para otimizar operações. Tanto empresas apoiadas por capital de risco quanto por capital privado estão remodelando a agricultura em toda a cadeia de valor.

Para muitos produtores argentinos, a falta de capital tem sido, há muito tempo, uma barreira para a modernização. A Agrofy ajuda a fechar essa lacuna oferecendo produtos financeiros personalizados e ferramentas de compra que tornam viável a adoção tecnológica. A plataforma também promove práticas sustentáveis por meio de ferramentas de agricultura de precisão e serviços de consultoria projetados para aumentar a produtividade e cumprir metas ambientais.

A oportunidade que se apresenta é significativa. Projeta-se que a economia digital da América Latina atinja US$ 180 bilhões (R$ 983 bilhões). O setor de agtechs captará uma fatia crescente desse crescimento. No entanto, persistem desafios como conectividade irregular, baixo nível de alfabetização digital e complexidades regulatórias. Resolver esses problemas exigirá ações conjuntas de startups, investidores e governos.

Ainda assim, a tendência é encorajadora. Empresas como a Agrofy estão lançando as bases para um sistema alimentar mais resiliente e impulsionado por tecnologia. Com a IA desbloqueando novas eficiências e o crescente interesse de investidores em inovação baseada em recursos, as agetechs na Argentina não está apenas evoluindo, mas estão escalando. E estão bem posicionadas para definir a próxima era de produtividade agrícola e a sustentabilidade na região.

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