Com Marcola no topo, Ministério Público revela organograma do PCC

Publicado em 01/07/2025 · Categoria: Política

A divulgação do novo organograma do Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou mudanças na cúpula da facção criminosa. Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, de 57 anos, permanece como principal líder do bando, de acordo com informações apresentadas durante um seminário sobre crime organizado realizado na semana passada.

No documento do MPSP, não aparecem mais os nomes de Roberto Soriano, o Tiriça, e Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka. Os dois foram excluídos do grupo fora da lei depois de acusarem Marcola de ser delator.

A saída desses dois integrantes resultou em uma das maiores divisões internas da história do PCC, segundo o MPSP. As informações são do portal UOL.

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Os postos de Tiriça e Vida Loka na chamada “sintonia final geral” do PCC, núcleo central da hierarquia da facção criminosa, foram ocupados por Cláudio Barbará da Silva, o Barbará, e Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal. O segundo foi identificado como um dos responsáveis pelo assassinato do juiz-corregedor Antônio José Machado Dias, ocorrido em março de 2003.

Três detentos também passaram a integrar a “sintonia final geral”:

  1. Antônio José Muller, o Granada;
  2. Eric Oliveira Farias, o Eric Gordão; e
  3. Márcio Luciano Neves Soares, o Pezão.

Eles substituem Daniel Vinícius Canônico, o Cego, que deixou o grupo depois do assassinato de Edilson Borges Nogueira, o Biroska, em 5 de dezembro de 2017. Rogério Geremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, eram da cúpula do PCC, mas foram assassinados em fevereiro de 2018, no Ceará.

Assim como Marcola, atualmente recolhido na Penitenciária Federal de Brasília, os novos membros da cúpula estão presos em unidades federais. Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, permanece em posição de destaque logo abaixo de Marcola no novo organograma da facção criminosa que tem atividades em 28 países.

Estrutura do PCC e atuação dos novos líderes

PCC é umas das principais facções crimonosas do país | Foto: Reprodução/Twitter/X
Criminosos do PCC durante rebelião em presídio | Foto: Reprodução/X

A estrutura do PCC apresentada pelo MPSP inclui ainda os novos chefes da “sintonia final”, instância imediatamente inferior à “sintonia final geral”. Entre eles estão Patrick Uelinton Salomão, o Forjado, Francisco Antônio Cesário da Silva, o Piauí, Pedro Luís da Silva Soares, o Chacal, Décio Gouveia Luiz, o Décio Português, e Marcos Roberto de Almeida, o Tuta.

Tuta foi condenado a 12 anos de prisão em São Paulo por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele foi detido em maio em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, enquanto tentava obter uma carteira de identidade falsa. Transferido para o Brasil, o traficante foi encaminhado para a Penitenciária Federal de Brasília.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado, divisão do MPSP, Forjado, Piauí, Chacal e Décio Português estariam residindo em condomínios de luxo em Santa Cruz de La Sierra. Conforme a investigação, o quarteto criminoso contaria com a proteção de policiais bolivianos envolvidos em corrupção.

Entre os novos nomes da “sintonia final” da facção criminosa também aparece Sérgio Luiz de Freitas Filho, o Mijão, apontado pelo MPSP como a principal liderança do PCC em liberdade. Contra Mijão há dois mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Leia também: “O PCC já chegou à Faria Lima”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 243 da Revista Oeste

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