De Aperol ao Hugo: 5 Melhores Drinques Para a Temporada de Spritz
Publicado em 22/06/2025 · Categoria: Negócios
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A temporada de spritz não começa mais em junho no verão europeu e termina no verão brasileiro. Agora, ela se estende o ano inteiro. Esses coquetéis aparecem nos cardápios de bares com terraços e nas redes sociais mesmo a alta estação. O formato também mudou: o spritz já não se refere apenas à combinação de Aperol com prosecco (ainda que essa continue sendo uma opção clássica). Atualmente, o termo indica um estilo mais amplo: bebidas de baixo teor alcoólico, refrescantes e geralmente servidas com gelo.
Segundo a empresa de pesquisa CGA, especializada no setor de hospitalidade, as vendas de spritz triplicaram nos últimos anos. Entre 2022 e 2023, elas triplicaram em bares e restaurantes dos Estados Unidos, fazendo com que a bebida se tornasse o sétimo coquetel mais popular do país, de acordo com a revista Wine Enthusiast. Na Europa, mais pessoas estão optando pelo spritz em vez do champanhe. Em uma pesquisa realizada em 2024 pela BeverageDaily, 77% dos italianos e 49% dos alemães declararam preferir spritzes.
A seguir, cinco drinques que mostram como o spritz se expandiu para além do formato tradicional.
Hugo Spritz
O Hugo Spritz combina licor de flor de sabugueiro, prosecco, água com gás, hortelã e limão para uma versão leve e floral do clássico spritz
Até poucos anos atrás, o Hugo Spritz era pouco conhecido fora dos Alpes do norte da Itália. Hoje, é um dos coquetéis mais reconhecidos da temporada.
Preparado com licor de flor de sabugueiro, prosecco, água com gás, hortelã e limão, o drinque passou rapidamente de uma curiosidade regional para uma presença constante em cardápios internacionais. Em 2024, as buscas pelo Hugo Spritz no Google aumentaram 172% nos Estados Unidos, Reino Unido e França.
Julian Arreola, embaixador da marca St-Germain, afirmou que o turismo e as redes sociais contribuíram para a popularização do coquetel. “Após a pandemia, com o aumento das viagens para a França e a Itália, muitos descobriram o Hugo Spritz, compartilharam a novidade nas redes e começaram a pedi-lo em bares e restaurantes ao voltar para seus países.”
O mercado global de bebidas com baixo teor alcoólico deve crescer de US$ 1,33 bilhão (R$ 8 bilhões) em 2024 para US$ 1,41 bilhão (R$ 8,5 bilhões) em 2025. Segundo o relatório Bacardi 2025 Cocktail Trend Report, 20% dos consumidores entre 21 e 25 anos hoje preferem coquetéis com menos álcool. A ascensão do Hugo acompanha essa mudança.
“De forma geral, a geração Z é composta por consumidores conscientes e que se importam com o que estão consumindo”, diz Arreola. “Eles priorizam bebidas saborosas que possam ser apreciadas entre amigos e que estejam alinhadas com um estilo de vida equilibrado.”
Limoncello Spritz
O Limoncello Spritz mistura limoncello, prosecco e água com gás em um coquetel com toque cítrico
O Limoncello Spritz tem ganhado espaço graças à sua leveza e à familiaridade com o nome. O limoncello, licor feito a partir da casca do limão e açúcar, há tempos é servido gelado após as refeições. Combinado com prosecco e água com gás, passou a atrair um público mais jovem em busca de bebidas mais leves.
Bartenders costumam preferi-lo pela simplicidade. Os ingredientes são fáceis de encontrar e exigem pouca adaptação. O sabor é conhecido, e a sensação de frescor é bem recebida. Algumas variações incluem rodelas de limão ou folhas de manjericão para complementar o perfil do drinque. É uma opção voltada a quem antes pedia um Aperol Spritz, mas agora prefere algo mais doce.
Porto branco com tônica
O White Port and Tonic combina vinho do Porto branco seco com água tônica, oferecendo uma alternativa de menor teor alcoólico com notas florais e de frutas de caroço
Servido originalmente no Vale do Douro, em Portugal, o porto branco com tônica tem começado a aparecer em bares que priorizam vinhos e aperitivos fortificados. O porto branco oferece uma base de menor teor alcoólico, com notas de frutas de caroço e toques florais. A água tônica contribui com estrutura e amargor. Guarnições como laranja ou hortelã equilibram o conjunto.
A leveza e a estrutura tornam o drinque atraente. Ele é elaborado, mas acessível. Alguns bares já o listam como aperitivo fixo, às vezes usando tônicas aromatizadas ou infusões cítricas leves. Embora ainda seja desconhecido para parte do público, vem se consolidando como uma escolha comum no verão.
Bubbly French Blonde
O Bubbly French Blonde adiciona tônica ou pét-nat à mistura original de gim, licor de flor de sabugueiro, Lillet Blanc e toranja
O French Blonde não é tecnicamente um spritz: não leva espumante nem água com gás. Mas, para quem aprecia o estilo, a versão Bubbly tem preenchido esse espaço. Bartenders começaram a adaptar a receita original (gim, licor de flor de sabugueiro, Lillet Blanc, suco de grapefruit e bitters), finalizando com tônica ou pét-nat para um toque frisante.
O resultado é um coquetel leve, floral, com amargor suave e estrutura. A coloração delicada e a apresentação elegante contribuíram para o aumento do interesse nas redes sociais, onde se tornou uma escolha recorrente entre quem busca uma opção no estilo spritz, mas com mais complexidade.
Aperol Spritz
O Aperol Spritz combina Aperol, prosecco e água com gás para um coquetel agridoce e cítrico que continua sendo um clássico do clima quente
O Aperol Spritz continua sendo o coquetel mais conhecido e mais pedido do grupo. A estrutura — Aperol, prosecco, água com gás e uma fatia de laranja — é simples, consistente e fácil de reproduzir, o que contribui para sua permanência ao longo das estações e em diferentes mercados.
Com sabor amargo de laranja e textura leve, é uma escolha frequente para o início da noite. Para muitos consumidores, foi o primeiro contato com o estilo spritz e segue como opção regular nos cardápios de verão. Essa familiaridade também abriu espaço para variações. Muitos bares já oferecem versões com outros licores ou ingredientes, mantendo o mesmo formato.
“Estamos começando a ver uma demanda por ingredientes de maior qualidade e mais sofisticados”, afirma Arreola. “A tendência é que as pessoas continuem explorando a versatilidade do spritz, indo além dos perfis de sabor amargo mais tradicionais.”
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