Os Itens Que Não Podem Faltar no Dia a Dia de um Bilionário

Publicado em 18/06/2025 · Categoria: Negócios

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Bilionários são conhecidos por desfrutar de praticamente todos os tipos de luxo imagináveis: quadros de Picasso, diamantes, shows privados de estrelas do pop, superiates com cinemas, spas e submarinos. Até viagens ao espaço. Como quase nada está fora do alcance de uma fortuna bilionária, essas pessoas geralmente estão acostumadas a possuir o melhor do melhor. No entanto, a Forbes quis saber qual é o luxo que consideram absolutamente essencial. No último ano, foi realizada uma pesquisa com vários bilionários ao redor do mundo sobre qual é o item de luxo do qual não conseguem abrir mão. 40 responderam.

A resposta mais comum, com folga, foi o jato particular, citado por 12 entrevistados. Em seguida, três mencionaram o celular. Carros de alto padrão, casas de veraneio e até ar-condicionado também foram citados por mais de uma pessoa. Duas respostas indicaram as esposas: “Liz há 57 anos!”, escreveu Charles Koch (patrimônio estimado de US$ 67,5 bilhões), presidente da Koch, Inc. Stephen Smith (US$ 6 bilhões), fundador da canadense First National Financial, citou o heli-skiing. Um dos entrevistados, de forma anônima, respondeu: “privacidade”.

Apesar de parecer uma amostra pequena, centenas de outros bilionários possuem jatos particulares. O que faz com que esses aviões tenham um valor tão elevado para eles? Na maioria dos casos, trata-se de economia de tempo. Viajar em voos comerciais envolve deslocamento até o aeroporto, filas de segurança, embarque e taxiamento, o que pode levar horas, mesmo sem atrasos.

Já um jato particular pode estar pronto em poucos minutos. Os passageiros podem simplesmente chegar e partir, com muito mais flexibilidade nos locais de pouso e decolagem. No Texas, por exemplo, existem 389 aeroportos de uso público, segundo o Departamento de Transportes do estado. Apenas 25 deles — ou seja, 6% — são comerciais.

“Temos um grande número de locais e seria impossível chegar a todos sem um avião particular”, afirma o bilionário David Hoffmann, investidor em dezenas de negócios que vão de transporte de luxo a imóveis. Hoffmann mora em Naples, na Flórida, mas tem empresas em cidades como San Diego, Minneapolis, Seattle e St. Louis.

Samir Mane, empresário do setor imobiliário e do varejo, concorda: “Comprei um jato porque não há boas conexões aéreas com muitos dos países onde atuamos.” Mane, o primeiro bilionário da Albânia, vive em Tirana. Para visitar suas lojas em Sarajevo, o trajeto leva 20 minutos de jato particular, segundo ele, mas exigiria um dia inteiro em voos comerciais. “Se eu estivesse baseado em Londres, Frankfurt ou Viena, não precisaria de um jato, pois as conexões dessas cidades são excelentes.”

“Muitas dessas empresas teriam dificuldade para funcionar se os executivos não conseguissem entrar e sair de reuniões em diferentes cidades no mesmo dia”, explica Hugh Chatham, vice-presidente de vendas da corretora de aviões CFS Jets. Ou, como afirmou o investidor imobiliário Larry Connor em sua resposta à pesquisa: “Não é um luxo, é uma ferramenta de trabalho.”

Quatro bilionários afirmaram que o jato particular foi o item mais caro que já compraram, em resposta a outra pergunta da pesquisa. Segundo Chatham, aviões costumam se desvalorizar de 5% a 10% ao ano. No entanto, durante a pandemia de Covid-19, os preços no mercado de usados praticamente dobraram e continuam elevados. Hoje, jatos usados podem custar desde US$ 1 milhão (R$ 6 milhões) por modelos pequenos e simples, até US$ 75 milhões (R$ 450 milhões) por aeronaves de alto padrão, como o Global 7500 da Bombardier. Modelos novos podem chegar a US$ 80 milhões (R$ 480 milhões), embora alguns bilionários tenham adquirido aviões de porte comercial por valores ainda maiores.

Bombardier

O Global 7500 da Bombardier, certificado em 2018, é o maior jato executivo do mundo

O Global 7500 padrão é um dos jatos de maior alcance, com autonomia de 14 mil quilômetros. Ele conta com cabine dividida em quatro ambientes, permitindo que os passageiros tenham áreas separadas para trabalhar, comer, dormir e descansar. Os irmãos bilionários Lorenzo e Frank Feritta compraram, cada um, um modelo em 2020, que atualmente vale cerca de US$ 55 milhões (R$ 330 milhões), segundo estimativa de Chatham.

Entre os super ricos que adquiriram aviões comerciais inteiros estão os oligarcas russos Roman Abramovich e Alisher Usmanov. Ambos os aviões estão parados e sancionados pelo governo dos Estados Unidos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. Abramovich comprou seu Boeing 787-8 Dreamliner em 2018 — o mesmo modelo que caiu na Índia na semana passada. A Forbes Rússia estimou que ele pagou pelo menos US$ 350 milhões (R$ 2,1 bilhões), considerando as adaptações feitas para comportar 50 passageiros. Usmanov adquiriu seu Airbus A340-300 em 2012, por um valor entre US$ 350 e US$ 500 milhões (R$ 2,1 bilhões a R$ 3 bilhões), segundo o Departamento do Tesouro dos EUA. Ambos estão entre os maiores jatos de propriedade privada da Rússia.

Embora alguns bilionários optem por aeronaves extremamente sofisticadas, muitos preferem alternativas mais simples. “Existe um certo estigma em torno da posse de jato particular, e acho que as pessoas não percebem que, em muitos casos, não é tão luxuoso quanto imaginam”, afirma Chatham. “Na maioria das vezes, eles estão apertados em aviões pequenos, sentados desconfortavelmente por duas ou duas horas e meia. Isso porque economiza tempo e reduz os custos da empresa.”

Outro ponto relevante é o rastreamento de voos: com a popularização de aplicativos como o FlightAware, qualquer pessoa pode acompanhar em tempo real os trajetos dos aviões, o que muitos bilionários veem como uma violação de privacidade. Alguns tentam ocultar a propriedade das aeronaves por meio de camadas de empresas de responsabilidade limitada (LLCs).

Para aqueles que não querem ou não podem arcar com os custos de armazenamento, manutenção e equipe de uma aeronave própria, há a opção da copropriedade. Nesse modelo, adquire-se uma fração do avião e acesso proporcional em horas de voo por ano. Hoffmann afirma que ele e sua empresa utilizam tanto a posse integral quanto a fracionada: “A demanda por voos é tão alta.” Também existem modelos por assinatura, nos quais o cliente paga para ter acesso a uma frota por mês ou ano.

Essas alternativas funcionam tão bem que Mane passou a utilizá-las há apenas duas semanas. Em 2021, ele havia comprado um Citation XLS+ usado por US$ 10,8 milhões — seu bem mais caro até então. “Vendi na semana passada por US$ 11,8 milhões (R$ 70,8 milhões)”, disse ele na última quinta-feira. Ainda assim, continua voando de forma privada: “Agora uso Vista e NetJets.”

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