Rotina É Liberdade: o Que o Tênis Me Ensinou sobre Alta Performance no Mundo dos Negócios
Publicado em 26/06/2025 · Categoria: Negócios
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Comecei no tênis com seis anos. Aos 12, já competia internacionalmente e vivia aquele ritmo intenso de quem quer estar entre os melhores. A rotina fazia parte da vida sem nem perceber. Não era algo imposto — era o que funcionava.
Sempre fui organizado (alguns diriam metódico até demais) e sentia que o dia rendia melhor quando tinha uma certa ordem. Com o tempo, percebi que esse mesmo instinto me ajudaria muito fora das quadras.
No alto nível, improvisar o tempo todo não dá. Cada parte do dia tem seu espaço: treino técnico, físico, alimentação, descanso, cabeça. Isso não travava — pelo contrário. Me dava segurança. Menos dúvida, menos ruído. E mais foco no que realmente importava.
Com o tênis, fui entendendo o valor da rotina, da organização e do planejamento. Cada um tem seu papel, mas eles andam juntos. Uma rotina dá ritmo, organização deixa o dia mais leve e planejar evita que tudo vire urgência. Levo isso comigo até hoje.
Antes de uma reunião, gosto de parar alguns minutos para me preparar. É um hábito que vem da quadra — eu me imaginava perdendo o saque num momento importante e pensava em como reagir. Trazer isso para o trabalho me ajuda a chegar mais centrado, mais preparado. Sou emotivo, e às vezes teimoso, então esse pequeno preparo faz diferença. Tem dias em que penso depois: podia ter escutado mais, explicado melhor, sido mais direto. E tudo bem. Sempre tem espaço para melhorar. O tênis me ensinou isso.
Depois de passar boa parte da infância e da adolescência competindo em torneios, viajando por diferentes países e jogando até a universidade nos Estados Unidos, precisei me reinventar quando entrei no mercado de trabalho. Era um novo contexto, com outras dinâmicas, mas onde rotina, organização e planejamento continuaram me ajudando a manter a cabeça no lugar.
Hoje, com uma filha de seis anos, o cenário é outro. Família sempre foi prioridade, e tento equilibrar o trabalho com tempo de verdade com ela. Às vezes sou brincalhão demais, outras vezes metódico demais — e vou aprendendo com ela um pouco todo dia.
Costumo começar a semana com uma ideia geral do que é importante: o que preciso priorizar no trabalho, onde posso estar mais presente em casa, como encaixar os momentos de lazer. Nada engessado — só o suficiente para me organizar melhor e não depender do improviso o tempo todo. Isso me ajuda a estar mais presente e a conseguir, de fato, ter tempo de qualidade com quem importa.
Quando o dia tem um pouco mais de ordem, tudo flui melhor. Fico mais leve, mais atento, menos na correria por dentro. Nem tudo sai como o esperado, claro. Mas ter uma base ajuda a lidar melhor com o que escapa. E, às vezes, até a aproveitar mais o que dá certo.
O tênis me ajudou a entender o que funciona para mim: ter uma certa ordem no dia, saber por onde começar, não deixar tudo solto. Isso me dá mais clareza e diminui o peso das coisas. No fim, continuo levando esse jeito comigo — no trabalho, em casa, no que preciso cuidar a cada semana.
Falar sobre rotina pode parecer simples demais. Mas foi justamente nela que encontrei um jeito de levar a vida com mais equilíbrio — entre trabalho, família e tudo mais. Se esse texto fizer sentido para alguém que também esteja tentando encontrar esse ritmo, já fico feliz. O tênis me ensinou muito, e sou grato por tudo que ele trouxe para minha vida. Hoje, participo do projeto Rede Tênis e tento retribuir um pouco — trocando ideias e aprendizados, para que crianças e todos ao redor também possam aproveitar o que esse esporte tem de melhor. Seja como tenistas profissionais, universitários, ou apenas levando o tênis como uma boa lembrança da infância, que esse caminho continue abrindo portas — como abriu as minhas, lá atrás, com uma raquete na mão e uma rotina que fazia sentido.
*Diego Cubas é Diretor de Investimentos em um Single Family Office e atua no mercado financeiro há mais de 13 anos. Formado em Administração pela University of South Carolina, tem MBA pela FGV e especialização em Finanças pelo Insper. Antes da carreira corporativa, foi tenista profissional e representou o Brasil na Copa Davis. Faz parte do Conselho da Rede Tênis, instituto que tem o maior programa de massificação e formação de juvenis no tênis brasileiro.
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